Imagine shaping your future

Author: Olivia Bina

An inquiry into how art and science can at times disagree about our future, and why it matters

Science and research agendas are an exercise in future thinking. They help to shape futures by planning to create the knowledge that will bring about desired change and transformation. For this reason, research policy, matters. And when it happens to reach a budget of almost 80 billion euros – as is the case of the EU Framework Programme for Research and Innovation (Horizon 2020) from 2014 to 2020 –it matters a great deal. Horizon 20202 is meant to help member states and the EU to respond to seven “societal challenges” that essentially define the strategic focus of Europe’s programme and of all the annual calls that arise from it.

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Um desafio científico: o papel das redes sociais no ativismo ambiental

Autor: Sónia Cardoso

No Verão de 2006, frases como A global warning, By far the most terrifying film you will ever see e The scariest film this Summer criaram o burburinho necessário para encher milhares de salas de cinemas em todo o mundo. O sucesso do documentário de Al Gore “Uma Verdade Inconveniente” não pode ser desassociado do marketing feroz que as frases acima ilustram. Contudo, o próprio filme fez uso de conceitos e teorias bem difundidos na área das ciências sociais para tornar eficaz a sua mensagem. Inegavelmente, o documentário determinou um ponto de viragem na opinião pública acerca das questões ambientais: apenas 2 meses após o lançamento do documentário as contribuições dos americanos para as compensações de carbono aumentaram 50% e em 2007 Al Gore recebeu o Prémio Nobel da Paz. Para além disso, nesse mesmo ano um inquérito conjunto da Nielsen Company e da Universidade de Oxford revelou que 3 em cada 4 pessoas que tinham assistido ao filme mudaram os seus hábitos e 95% admitiram ter ficado mais conscientes acerca da problemática das alterações climáticas.

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Quando 1+1>2: a problemática da interdisciplinaridade nos estudos sobre questões ambientais

As questões ambientais são reconhecidamente complexas, levando à necessidade de trazer para este domínio disciplinas de diferentes campos do saber de forma a garantir uma visão holística e proporcionar novas soluções para estas problemáticas. Neste contexto, a interdisciplinaridade é um importante caminho a seguir. O reconhecimento de uma abordagem interdisciplinar nas questões ambientais tem cerca de 4 décadas. A conferência de Estocolmo (1972), marco essencial nas políticas de proteção ambiental, e mais tarde a conferência de Tbilisi (1976), a primeira conferência sobre educação ambiental, chamam a atenção para a necessidade de acionar os diferentes saberes no que toca à proteção do ambiente.

Embora se reconheça a importância de combinar diferentes disciplinas no sentido de encontrar as respostas mais adequadas às questões ambientais esta não é uma tarefa fácil. A dificuldade começa, desde logo, na definição dos conceitos. Muitas vezes o termo interdisciplinaridade é utilizado de forma indiferenciada, juntamente com conceitos como multidisciplinariedade, transdisciplinaridade ou pluridisciplinaridade. Neste sentido, qualquer tentativa de abordar este tema terá de começar por esclarecer as diferenças entre eles.

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Sustentabilidade demográfica: um tabú cultural?

Autor: Luís Balula

Entre 1346 e 1353, a Peste Negra dizimou cerca de metade da população da Europa. Desde aí, e apesar das diversas guerras, epidemias e fomes que ocorreram ao longo dos seis séculos seguintes, a população humana continuou sempre a crescer. Durante as três últimas gerações, no entanto, esse crescimento tornou-se exponencial. Sobretudo devido aos avanços da medicina e ao aumento da produtividade agrícola, entre outros factores, a partir de 1950 verificou-se uma aceleração massiva do crescimento populacional. Cerca de metade de todas as nações do mundo quadruplicaram a sua população desde 1950. E este enorme ritmo de crescimento traduziu-se também, inevitavelmente, numa aceleração da actividade humana e na transformação, em larga escala, do sistema Terra.

Recentemente, o Programa Internacional Biosfera-Geosfera calculou como esta “Grande Aceleração” se reflectiu em 24 tendências globais de crescimento, entre 1750 e 2000. Como se pode ver nos vários gráficos que exprimem essas tendências, 1950 marca o início do crescimento exponencial de variáveis tão diversas como o número de automóveis, o número de McDonalds, o número de barragens hidroelétricas, o turismo internacional, o consumo de água, de fertilizantes e de papel, entre outras. Subjacente a todas estas acelerações exponenciais, o crescimento populacional surge como a óbvia — e a única — variável independente.

O ESTRANHO FENÓMENO DO CRESCIMENTO EXPONENCIAL

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Fonte: International Geosphere-Biosphere Program (slide de Alan Atkisson)

Somos hoje cerca de 7,5 mil milhões, e segundo as últimas projecções das Nações Unidas, admitindo uma taxa de fertilidade média, a população mundial chegará aos 10 mil milhões em 2056, seis anos mais cedo do que o anteriormente projectado nas estimativas de 2013. E mantendo-se o actual ritmo de crescimento populacional, em 2100 seremos 16 mil milhões—valor que as estimativas científicas mais generosas indicam ser o limite máximo antes de esgotarmos a capacidade de carga do planeta (as estimativas menos generosas indicam 4 mil milhões).

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A Aldeia Lunar: “Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade”

Autoras: Mónica Truninger e Vera Assis Fernandes

(english version)

E se um dia houvesse uma base permanente na Lua? Em vez dos ‘pequenos passos’ de Neil Armstrong e dos outros 11 astronautas das missões da Apólo que pisaram a Lua nos anos 60 e 70 do século passado, teríamos vários passos na construção e no uso de uma Aldeia Lunar (Moon Village) – diríamos um ‘salto gigantesco’ para a humanidade… E será?

Imagem2.pngFonte: Nascer da Terra, Apollo 8, NASA.

Esta Aldeia Lunar seria composta por infraestruturas, edifícios, habitações e hotéis, veículos e, quem sabe, explorações agrícolas para produção alimentar, cadeias de supermercados, cafés, pastelarias e até bares construídos sobre o regolito lunar ou dentro de tubos de lava, com a ajuda de impressoras 3D, robots e cyborgs. Se esta imagem caricatural parece retirada de um livro de ficção científica espacial, dos trabalhos de Andrei Sokolov e de Pavel Klushantsev, entre outros, sobre cidades soviéticas na Lua, ou da série televisiva Espaço 1999, na cabeça de muitos cientistas planetários, de responsáveis dos países ou regiões envolvidos na ‘velha’ e na ‘nova’ corrida ao espaço (EUA, Rússia, China, Japão, Índia, Europa, Canadá) e de empresários ‘lunáticos’ que apostam no próximo grande investimento – o turismo espacial –, a construção de uma Aldeia Lunar está a passar de um sonho a um projecto concreto que envolve milhares de milhões de euros. Continuar a ler

TTIP – Do silêncio dos deuses à não-opinião dos servos

Autora: Ana Patrícia Rodrigues

A comunicação social em Portugal, mas também por toda a parte, tem vindo a sofrer fortemente uma crise de índole informativa. Se a responsabilidade final dos órgãos de comunicação é a de destacar e expor os assuntos que estão na ordem do dia de forma lógica e racional, o que poderemos concluir da sua atitude quando pensamos no TTIP (Trade and Investment Partnership)?

APFonte: http://www.cartoonmovement.com/

O TTIP, ou PTCI (Parceria Transatlântica para o Comércio e Investimento) em português, é um acordo entre os Estados Unidos e a União Europeia cuja preparação está a ser marcada por uma grande falta de transparência e de secretismo, que violam quaisquer pressupostos democráticos pelos quais os países europeus se regem. As conversações sobre em que moldes o acordo será estabelecido teve início em 2013, envolvendo a Comissão Europeia e o governo dos E.U.A. No contexto da crise financeira de 2008, com a estagnação económica e o desemprego a ganhar cada vez mais força, o TTIP tem como objetivo final garantir o livre comércio através da eliminação de todas as barreiras legais, como normas de segurança alimentar e saúde pública, direitos laborais, direitos dos consumidores, etc.

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Economia Circular em destaque: apoio da União Europeia e foco no consumo

Autora: Carolina Souza

A insustentabilidade do modelo econômico linear (aqui incluídos produção e consumo) é um tópico debatido há certo tempo tanto no ambiente acadêmico quanto no mercado, entretanto ainda não se chegou a um consenso sobre saídas e mudanças viáveis para suplantar a tríade pegar- usar- descartar, base do atual modelo econômico.

O modelo linear depende de grandes quantidades de energia e de matérias-primas baratas e de fácil acesso. O uso desenfreado dessas fontes naturais e finitas, combinado com uma cultura de descarte de uma população que cresce exponencialmente, esgotou as capacidades do planeta de se autogerir, tamanho o poder da ação do homem sobre ele.

Uma das soluções debatidas para acabar com o contínuo uso e desperdício dos recursos naturais seria a economia circular. Nesse sistema as matérias-primas, produtos e recursos mantêm-se em uso o máximo de tempo, não havendo produção de resíduos já que os componentes são utilizados em diversas etapas de diferentes cadeias produtivas, buscando evitar o descarte absoluto. Continuar a ler

Green Growth Knowledge Platform. O que é, para que serve?

Autor: António Sobrinho

Com o propósito de divulgar e contribuir para a transição rumo a uma economia verde (equitativa, de baixo carbono, eficiente em recursos e socialmente inclusiva), quatro organismos – o Global Green Growth Institute (GGGI), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP) e o Banco Mundial – decidiram criar em Janeiro de 2012 a Green Growth Knowledge Platform (GGKP).

Das quatro organizações internacionais atrás referidas, a mais recente e, eventualmente, a menos conhecida – GGGI – foi fundada em 2012 durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20. Tem como missão apoiar e promover o crescimento económico robusto, sustentável sob o ponto de vista ambiental e socialmente inclusivo nos países em desenvolvimento e nas economias emergentes. Está sedeada em Seoul, na Coreia do Sul.

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Nem no meu quintal, nem no de ninguém: a luta contra a exploração de petróleo e gás no Algarve

Autora: Ana Delicado

É comum afirmar-se que a participação cívica em Portugal é baixa. E, de facto, olhando para a subida contínua da abstenção eleitoral ou para os resultados dos inquéritos internacionais que demonstram que Portugal tem das taxas mais baixas na Europa de participação em manifestações (7%), assinatura de petições (8%) ou contacto direto com um representante político (6%) (European Social Survey, 2012), esta afirmação parece confirmar-se.

No entanto, o que uma leitura mais atenta da realidade demonstra é que, quando os problemas ambientais (ou de outra natureza) as afetam diretamente, as pessoas mobilizam-se, procuram informação e aliados, exercem pressão para ver os seus interesses e necessidades satisfeitos. Foi disso exemplo o prolongado caso da coincineração de resíduos perigosos e, agora, a mobilização contra a exploração de petróleo e gás natural no Algarve.

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Mudanças nas práticas dos consumidores: como as baterias dos telemóveis podem contribuir para a eficiência energética

Autora: Ana Horta

Se tem um smartphone já deve ter reparado na rapidez com que o pequeno aparelho fica sem bateria. Por isso há quem ande sempre com o carregador ou tenha comprado uma bateria de reserva ou power bank. Mas também há quem esteja a desenvolver uma nova prática: gerir o telemóvel de modo a evitar gastar energia desnecessariamente e assim prolongar a duração da bateria.

Uma investigação realizada recentemente mostra que gerir a energia do telemóvel é uma nova prática de muitos adolescentes. Sendo o grupo etário que mais utiliza o telemóvel e tendo geralmente grande facilidade em utilizar tecnologias eletrónicas, parte dos adolescentes está a adquirir um hábito que consiste em usar energia com mais eficiência. Este know-how poderá ser aplicado noutros domínios da sua vida quotidiana, com benefícios tanto a nível económico como ambiental. Dada a necessidade urgente de tornar sustentáveis as sociedades contemporâneas, o desenvolvimento desta prática é muito interessante do ponto de vista da mudança de comportamentos no sentido de um consumo de energia mais sustentável. Esta investigação mostra o processo de adoção desta prática, contribuindo para compreender como se processam algumas mudanças nos comportamentos relacionados com o consumo de energia.

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