INTREPID Knowledge – reflecting on our final conference and the future of universities

By Olivia Bina

INTREPID – the network of scholars and practitioners from 32 countries, funded by the European Cooperation in Science and Technology (COST), has been celebrating its four-year journey at a final conference: ‘INTREPID Knowledge’, in Lisbon, where it all began in May 2015. The main aim of the COST Action is to better understand how to achieve more efficient and effective inter and transdisciplinary research in Europe so as to strengthen our ability to address contemporary global challenges characterised by increasing complexity and uncertainty. The added value of INTREPID’s network has been to explore the potential of inter and transdisciplinary knowledge, inspiring change and build leadership, at the level of policy for research funding, within universities/Higher Education Institutions (HEIs), and crucially among the youngest researchers who choose to promote interdisciplinary inquiries despite the many challenges (and oftentimes risks) that this entails. The Action achieved its main aim targeting three challenges, which were explored over the three days: Continuar a ler

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Consulta pública sobre clima e combustíveis

Por Ana Delicado, Luísa Schmidt, Madalena Dias Santos, Joana Sá Couto, Carla Gomes e Mara Almeida

No dia 1 de junho de 2019, a equipa do Observa organizou uma consulta a cidadãos para aferir a aceitabilidade de combustíveis de carbono reciclado. 29 pessoas prescindiram de uma manhã de sábado solarenga para vir discutir questões ambientais e dar o seu contributo para a produção de conhecimento científico. Continuar a ler

Comunicação como compromisso: o projeto ReSEED

Por Dulce Freire e Caroline Delmazo

Papers. Pôsters. Conferências. Seminários. A divulgação dos resultados do trabalho de pesquisa para a comunidade acadêmica é parte da rotina dos investigadores. Trata-se da disseminação científica, que é “natural” no contexto de investigação. Esta é, entretanto, apenas uma parte de um processo mais amplo de comunicar a ciência, que tem como objetivo alcançar a sociedade, pessoas que não são especialistas no tema investigado, e não apenas os pares académicos. Continuar a ler

Para uma geografia de todos os lugares

Por João Ferrão

Nos anos 1990, Castells (1996) e outros autores defenderam que estava então a ocorrer a emergência de uma geografia de fluxos em detrimento da velha geografia dos lugares, no quadro de uma sociedade organizada em rede, potenciada pelas novas tecnologias de informação e comunicação, mas, também, pela crescente mobilidade de ideias, bens, capitais e pessoas no contexto da globalização das economias e das sociedades. Alguns autores foram mesmo mais longe (Friedman, 2005), anunciando um mundo ´plano` e o consequente fim da geografia, no sentido do esbatimento quer das barreiras à mobilidade quer da diversidade geográfica. Estaríamos, pois, a caminho de um mundo desterritorializado, sem obstáculos à circulação e tendencialmente homogéneo. O anúncio, ilustrado com múltiplos exemplos factuais, não constituiu uma verdadeira surpresa. Afinal, a chamada livre circulação dos fatores de produção sempre foi um princípio fundamental das teorias económicas liberais e alcançou uma centralidade particularmente decisiva com o neoliberalismo e a financeirização da economia. Continuar a ler

A procura de habitação a partir de uma perspetiva demográfica

Por Alda Botelho Azevedo

Desde o seu início, em 2016, e em resultado do destaque que assume na atualidade, o tema da habitação tem sido frequentemente tratado neste blogue. Este post contribui para este debate com uma reflexão sobre as dinâmicas demográficas na  procura de habitação em Portugal, com o propósito de melhor esclarecer e circunscrever os seus impactos.

Existe um consenso generalizado de que as tendências demográficas são determinantes na procura de habitação, consenso esse aceite no contexto da atual crise na habitação em Portugal e comummente epígrafe no enquadramento de políticas da habitação, como se verifica nos documentos da Nova Geração de Políticas da Habitação. Isso é preocupante se não forem claros o alcance e os limites da demografia na procura de habitação. Continuar a ler

Uma nova geração… de financeirização da habitação?

Por Simone Tulumello

Este post é uma breve história de políticas com impacto sobre a habitação desenvolvidas à margem das políticas de habitação. Este post é uma breve história da financeirização da habitação em Portugal. O termo financeirização tem sido utilizado para descrever o crescimento da influência dos setores financeiros no Ocidente e em todo o mundo, bem como as transformações socioeconómicas que este crescimento produziu. A financeirização da habitação refere-se, em particular, à progressiva transformação da habitação num ativo a ser utilizado para obter lucro via especulação financeira (vejam-se os trabalhos de Manuel Aalbers). A motivação deste post é a aprovação, no início de 2019, de duas reformas que constituem mais dois passos na direção da financeirização da habitação: o regime jurídico das Sociedades de Investimento e Gestão Imobiliária (SIGI) e o Direito Real de Habitação Duradoura (DHD). Continuar a ler

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7 visto a partir da realidade de Cabo Verde

Por Luzia Oliveira

Sob o desígnio de transformar o mundo num período de 15 anos, a Agenda 2030 das Nações Unidas, definida em 2015, fixou 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), que contemplam 169 metas e 231 indicadores.

ods7O  ODS 7: Energia limpa e acessível, que visa garantir energia barata, confiável, sustentável e renovável para todos, tem uma relação direta com o ODS 13 (Ação contra a mudança global do clima) e   indireta com uma grande parte dos outros ODS, como: 1. Erradicação da pobreza; 2. Fome zero e agricultura sustentável; 3. Saúde e bem-estar; 4. Educação de  qualidade; 5. Água limpa e saneamento; 9. Indústria, inovação e infraestrutura; 10. Redução das desigualdades; 11. Cidades e comunidades sustentáveis; 14. Vida debaixo da água e 15. Vida sobre a terra. Continuar a ler