INTREPID Knowledge – reflecting on our final conference and the future of universities

By Olivia Bina

INTREPID – the network of scholars and practitioners from 32 countries, funded by the European Cooperation in Science and Technology (COST), has been celebrating its four-year journey at a final conference: ‘INTREPID Knowledge’, in Lisbon, where it all began in May 2015. The main aim of the COST Action is to better understand how to achieve more efficient and effective inter and transdisciplinary research in Europe so as to strengthen our ability to address contemporary global challenges characterised by increasing complexity and uncertainty. The added value of INTREPID’s network has been to explore the potential of inter and transdisciplinary knowledge, inspiring change and build leadership, at the level of policy for research funding, within universities/Higher Education Institutions (HEIs), and crucially among the youngest researchers who choose to promote interdisciplinary inquiries despite the many challenges (and oftentimes risks) that this entails. The Action achieved its main aim targeting three challenges, which were explored over the three days: Continuar a ler

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Viagem de Estudo – experiências compartilhadas sobre o clima

Por Mônica Prado, com colaboração de Rui Simões e Marcelo Fernandes

Norte de Portugal foi o destino da viagem de estudos dos alunos do ano académico 2018/2019 do programa doutoral Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável (PDACPDS), um consórcio da Universidade de Lisboa (UL) e da Universidade Nova de Lisboa (UNL), que tem o Instituto de Ciências Sociais (ICS) como instituição de acolhimento. Aos alunos da 10ª edição do Programa juntaram-se alguns alunos da 9ª, e eu, aluna da 5/6ª edição, já concluinte. Os 25 alunos foram acompanhados pela secretária da Comissão Científica, Raquel Brito, e por cinco professores: Júlia Seixas (FCT), Luísa Schmidt (ICS), Gil Penha-Lopes (FC), João Ferrão (ICS) e Filipe D. Santos (FC), diretor do programa. Continuar a ler

Esperança vinda do Fim do Mundo

Por Fronika de Wit

“O Acre não existe!”

Inúmeras vezes ouvi essa piada brasileira, quando dizia que morava no Acre. Por estar situado na Amazónia, longe das grandes cidades, o Acre também é chamado “fim do mundo”. O Acre, situado na fronteira trinacional entre o Brasil, o Peru e a Bolívia, foi o último estado a ser incorporado no território brasileiro. Em 1903, com o Tratado de Petrópolis, a região do Acre foi comprada à Bolívia (a lenda diz que foi em troca de um cavalo). No entanto, somente em 1962 é que o Acre foi elevado à condição de estado brasileiro. O objetivo deste post é mostrar que o estado brasileiro mais novo existe! Além disso, é de destacar que a Amazónia é muito mais que a sua floresta e os seus recursos naturais a serem extraídos como se não tivessem fim. Para mostrar o potencial da região e dos seus habitantes e a importância dos processos de desenvolvimento local, descrevo duas iniciativas transnacionais de ação climática que nasceram no estado do Acre. Termino com um sonho para o futuro da Amazónia. Continuar a ler

QUEM FOI? A gestão de risco incorpora-se à responsabilidade socioambiental – 2ª parte

Por Luiz Carlos de Brito Lourenço

No interstício de Mariana e Brumadinho houve um terceiro desastre ambiental no estuário amazónico, cuja notícia ficou restrita às imprensas regional e económica. Chuvas volumosas abateram-se dias 16 e 17/02/2018 (200mm em 12 horas, metade do estimado para o mês) sobre as instalações da Alunorte (grupo norueguês Hydro ASA), a maior refinaria de alumina do planeta, no município de Barcarena (população 99.859, IBGE Censo 2010), junto ao porto de Vila do Conde, a 45 km por mar e 111 km por terra de Belém, capital do Pará. Continuar a ler

QUEM FOI? Uma questão de responsabilidade na governança socioambiental – 1ª parte

Por Luiz Carlos de Brito Lourenço

Não fui eu” apareceu incógnito e grafitado com repetida caligrafia em muros e dispositivos urbanos distribuídos da cidade do Rio de Janeiro. Tal negação insinuava a acusação de um delito, como observou em abril de 2018, na revista piauí, seu editor, o premiado cineasta João Moreira Salles, motivado pela sufocante e persistente sensação de impunidade para a sucessão de sinistros e crimes vivenciados pela sociedade brasileira neste milénio. Continuar a ler

A dimensão das desigualdades sociais na adaptação às alterações climáticas

Por Ana Rita Matias

O conceito de justiça climática tem vindo a tornar-se cada vez mais relevante quando é abordado o tema das alterações climáticas e os seus impactos em diferentes regiões do globo. As alterações climáticas estão a colocar diferentes comunidades numa situação de desvantagem cumulativa face a esses impactos e aos recursos que lhes são disponibilizados para se adaptar. Não é possível compreendermos a (in)justiça climática – e como pensar o problema da adaptação – sem compreender o problema das desigualdades sociais. Continuar a ler

Dívida pública e dependência

Por Daniel Roedel

Frequentemente os media especializados em economia destacam a necessidade imperiosa de se promover radicais ajustes nos orçamentos públicos como caminho natural e necessário para um desenvolvimento equilibrado dos países. Citam até o honroso (embora preconceituoso) exemplo das “donas de casa”, que cuidam do orçamento cotidiano e que sabem que não se pode gastar mais do que se arrecada. Tal exemplo sensibiliza e encontra respaldo nas camadas médias da população, pois esta costuma ser determinada no cumprimento de seus compromissos financeiros. Continuar a ler