After rehousing: the Portuguese Special Rehousing Programme in the eyes of former slum-dwellers

Por Joana Catela

Based on eight months of intensive ethnographic fieldwork in two municipalities in the Lisbon Metropolitan Area, the results of this research were presented at two international conferences: “On Time: The Biennial Conference of the Finnish Anthropological Association” and “ASA19”. This research is part of project exPERts, which will have its final conference in October 2019 at ICS.

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The Intergovernmental Science-Policy Platform of Biodiversity and Ecosystems Services (IPBES): why language matters?

By Lavínia Pereira and Olivia Bina

‘Language is crucial to how we perceive the natural world. Help me to find better ways of describing nature and our relationships with it so we can better defend it’

George Monbiot

Some of the best articles we have read in the last years concerning environmental issues are, without a doubt, those by George Monbiot. And why is that? While sometimes he seems to be addressing marginal topics, he actually touches upon what can really make a difference. Why language matters is a particularly important question to be answered by the scientific community if it is concerned about becoming a transformative agent and help build more sustainable futures. Continuar a ler

A Remuneração dos Serviços dos Ecossistemas. Quem paga e quem recebe?

Por Rosário Oliveira

Os serviços dos ecossistemas são os benefícios diretos e indiretos que a sociedade pode obter dos ecossistemas a partir de uma correta gestão do capital natural, como a água, o solo, a biodiversidade ou a paisagem, traduzidos no bem-estar humano e numa melhor qualidade de vida.

Desde 2005 que os serviços dos ecossistemas foram classificados e avaliados pelo Millenium Ecosystem Assessment (MEA). Desde então muito se tem escrito acerca de como poderão os ecossistemas prestar à sociedade serviços de Suporte, Regulação, Provisionamento e Cultura. Em 2012 a União Europeia adotou a classificação internacional de serviços dos ecossistemas (Common International Classification of Ecosystem Services, CICES). Continuar a ler

Livre-comércio e desenvolvimento sustentável: Obstáculos e contradições do acordo UE-Mercosul

Por Luís Balula

Após 20 anos de negociações, o acordo de livre-comércio entre a União Europeia e os países do bloco económico Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) foi aparentemente alcançado no encontro do G20 em Osaka, em 29 de junho passado. O texto do acordo, divulgado em 1 de julho com o sub-título “The agreement in principle” (“O acordo em princípio”), estabelece, em dezassete capítulos, as regras segundo as quais se irá processar, gradualmente, a liberalização das trocas comerciais entre os dois blocos ao longo dos próximos dez/quinze anos.

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A colaboração científica internacional vista a partir da investigação em energias renováveis em Portugal

Por Luís Junqueira

A capacidade de colaborar no plano internacional é frequentemente apontada como um elemento de maturação da atividade científica e a Comissão Europeia e os governos nacionais tem aumentado o esforço para fomentar o desenvolvimento da Área Europeia de Investigação (European Research Area – ERA) como forma de potenciar a investigação e integrar os países cientificamente mais periféricos. Este texto tem por objetivo explorar a colaboração científica internacional em energias renováveis, usando a coautoria de artigos científicos como aproximação, ainda que com limitações, do volume da atividade de colaboração entre países. Com este objetivo, recolhi todos os artigos na área de energias renováveis publicados entre 2000 e 2015, com autoria de pelo menos um investigador de instituições portuguesas disponíveis na base bibliografia Scopus, um dos principais indexadores de artigos científicos. Estes dados foram desambiguados e transformados de forma a serem compatíveis com uma análise de redes da colaboração científica internacional (em que os vértices correspondem a países e as arestas correspondem a coautorias de artigos por autores dos países adjacentes). Continuar a ler

Novos usos em redor do Património Tangível Pós-Industrial. Contributos do Projeto H2020 ROCK

Por João Carlos Martins

As cidades, e os seus territórios urbanos mais ou menos periféricos, enquanto formas territoriais do capitalismo contemporâneo, resultam da interação entre capital, representações e atores sociais. Compreender a herança cultural das urbes contemporâneas, perante um contexto global que promove o consumo e a visita, e em que estas marcas históricas são convocadas como elementos fundamentais de competição entre cidades, é também compreender a razão das suas pulsões, desvios e disfuncionalidades. Continuar a ler

Se uma pessoa aguenta, não é preciso estar a gastar energia! Sobre a pobreza energética em Portugal

Por Ana Horta

Após ter sido ignorada durante muitos anos, a pobreza energética começa finalmente a ser reconhecida em Portugal como um problema que afeta muitas famílias. Uma investigação recentemente conduzida pelo ICS-ULisboa consistiu numa primeira abordagem sociológica das práticas e perceções dos portugueses a este respeito. Esta investigação foi desenvolvida no âmbito da medida Ligar, coordenada pela ADENE e financiada pela ERSE no âmbito do Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Elétrica. Além da participação da ADENE e do ICS-ULisboa, este projeto reuniu como parceiros o CENSE da FCT-UNL, a Sair da Casca e a CDI Portugal. Este post reflete sobre alguns dos resultados do relatório produzido pela equipa do ICS, onde são analisadas 100 entrevistas realizadas em dez freguesias de zonas bastante diferentes do país. Continuar a ler