Conferência de Leyla Acaroglu sobre “Systems Change for Sustainability”

Por Madalena Duque Santos

Na passada sexta-feira, a 14 de setembro, teve lugar no Instituto de Ciências Sociais uma conferência organizada no âmbito da abertura do programa doutoral em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável, uma iniciativa da Universidade de Lisboa em coordenação com a Universidade Nova de Lisboa. Continuar a ler

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Thinking about the Future

By Andy Inch

This piece was first produced for a seminar held at ICS in July, 2017. A fully referenced version was published as part of a ‘position paper’ on the website of the INTREPID Cost-Action here.

 At this rate, we’ll never get to the future.

(Chuck Palahniuk, Invisible Monsters, 40)

Recent years have seen a resurgence of interest in getting to the future.

The existential threat posed by ecological crises and the logical impossibility of indefinite growth on a finite planet has, for example, generated a profound sense of urgency. As Bruno Latour has argued, time is running out to take action. However, its normal flow also seems to have been reversed. Innumerable threats now seem to stream back towards the present from a damaged future that we are responsible for creating yet seem incapable of avoiding.  Continuar a ler

On moral action for the sake of humanness and humanity

By Tim O’Riordan

I do not believe what I am about to suggest will happen. Nevertheless I feel it is timely to express it. I am a Gaianist, in that I subscribe to the provable evidence of an almost miraculous self-organising and self-perpetuating planet. We appear to be in stage two of the Gaian journey. The beginning was the microbial age of single celled biota which still colonise the microbiomes of our internal life giving functions. The second age of the more sophisticated many celled biota led eventually to the emergence of humanity. We seem to be heading towards the end of this age. What looms is a third Gaian age of a planet which is essentially post human. This could emerge within the coming thousand years. By post human I posit a species which has essentially lost any moral concern for the viability of its offspring, nor has the capability of being able to create the conditions for meaningful survival of the remaining human race. In essence that third Gaian age heralds the emergence of a species that can only live for its own existence. The humanness of caring, sharing and reciprocating will have atrophied. The essence of sustainability, namely providing both the conditions and the capabilities for future generations to live sustainably, will have been lost.

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A participação do GI ATS / OBSERVA no Verão na ULISBOA

Entre 2 e 6 de julho o ICS participou mais uma vez na iniciativa da Reitoria Verão na ULisboa, acolhendo 18 alunos do ensino secundário para uma semana de atividades diversas a que foi dado o rótulo “Aventuras com as Ciências Sociais”.

Duas das atividades foram coordenadas por investigadores do GI ATS / Observa: “O Jogo das Negociações sobre Alterações Climáticas” e “Marvila ROCKS! – Descobrindo os processos de transformação de um bairro”. No final da semana os alunos foram convidados a escrever um post para blogue sobre a sua experiência, que abaixo publicamos. Os investigadores responsáveis acrescentaram uns parágrafos de enquadramento a cada post. Continuar a ler

Desafios para uma nova cultura da água

Por José Gomes Ferreira

O X Congresso Ibérico de Gestão e Planeamento da Água: “20 anos de Continuidade duma Nova Cultura da Água: Fluxos de Água, Fluxos de Vida”, a realizar em Coimbra de 6 a 8 de setembro, acontece num momento particularmente interessante em termos de disponibilidade, qualidade e conflitos pela água. Além disso, o evento constitui uma excelente oportunidade para se discutirem as dimensões sociais e políticas da água, que a Fundação Nova Cultura da Água não quis deixar passar e assinalou no subtítulo do congresso. A água dos fluxos e os fluxos da vida dela resultantes não são uma mera narrativa. A água é o principal elemento da vida, a condição vital para a reprodução material dos organismos, e um dos elementos da natureza com maior presença simbólica e patrimonial em ritos e cerimoniais. Está presente no quotidiano, por exemplo, na nossa ligação mais íntima através do banho e em elementos exteriores como arranjo paisagístico das cidades em repuxos em rotundas e praças. A água é igualmente importante na definição da ocupação do território e na dinâmica das relações sociais, no que adquire características que superam o líquido que sai da torneira. Para Luísa Schmidt e Pedro Prista, mas também Pedro Arrojo Agudo, a água é líquido e ativo social na forma como atravessa o nosso quotidiano e interceta relações entre cidadãos, consumidores, estado e agentes económicos. A sua função vai para além do abastecimento aos cidadãos e das atividades produtivas, exerce funções ecológicas, presta serviços ambientais e condiciona valores sociais e práticas quotidianas. Continuar a ler

Energias renováveis e qualidade da paisagem

Por Ana Delicado e Luís Silva

As energias renováveis são um dos itens da Estratégia Europa 2020, tendo sido definida uma meta global de 20% no consumo de eletricidade proveniente de fontes renováveis. Em Portugal, o objetivo sempre foi mais ambicioso, a saber, chegar a 2020 com 31%. Entre os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas também se encontra um respetivo a energias renováveis e acessíveis, que estabelece a meta de aumentar substancialmente a participação de energias renováveis na matriz energética global até 2030. Continuar a ler

Segurança alimentar e políticas públicas sobre alimentação

Por Virgínia Henriques Calado

A criação de conselhos municipais de alimentação em Portugal é uma proposta em torno da qual se têm vindo a mobilizar diversas entidades, designadamente, a FAO-Portugal, a Rede Rural Nacional, a Rede Portuguesa pela Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (ReAlimentar) — rede da sociedade civil que «tem por objetivo principal influenciar os processos de formulação e tomada de decisão sobre políticas públicas, nacionais e internacionais, que digam respeito à Soberania e Segurança Alimentar» — e universidades portuguesas, como a Universidade Aberta e a Universidade de Lisboa, esta última através do Colégio Food, Farming and Forestry (F3). Seminários organizados, como aquele em que se discutiu o Direito humano a uma alimentação adequada através de compras públicas e cadeias curtas agroalimentares (Universidade de Lisboa, 7 de fevereiro de 2018) ou a oficina Direito humano à alimentação adequada e políticas públicas ao nível local (FAO – Portugal, Lisboa, 19 de junho de 2018), permitiram dar conta do desejo de implementação de políticas públicas nacionais e municipais que possam contribuir para uma realização progressiva do direito a uma alimentação adequada.

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