A “possibilidade” de umas ciências sociais “úteis”

Este é o segundo post da série “A utilidade das Ciência Sociais

Por Simone Tulumello

Este texto é uma resposta ao estimulante post de Andy Inch, no qual ele questiona a “utilidade” das ciências sociais. A minha intenção é sugerir uma possível pista para essa utilidade – uma utilidade, diga-se desde já, radicalmente oposta às dinâmicas da academia criticadas por Andy. Para tal, vou partilhar algumas reflexões sobre os conceitos de “probabilidade” e de “possibilidade”, e sobre o seu significado em relação à construção do futuro – reflexões que provêm, embora de forma bastante livre, do meu interesse sobre o desenvolvimento (e “subdesenvolvimento”) do Mezzogiorno de Itália.

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“Por aí é o caminho”. Autor: Simone Tulumello (2012).

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Um desafio científico: o papel das redes sociais no ativismo ambiental

Autor: Sónia Cardoso

No Verão de 2006, frases como A global warning, By far the most terrifying film you will ever see e The scariest film this Summer criaram o burburinho necessário para encher milhares de salas de cinemas em todo o mundo. O sucesso do documentário de Al Gore “Uma Verdade Inconveniente” não pode ser desassociado do marketing feroz que as frases acima ilustram. Contudo, o próprio filme fez uso de conceitos e teorias bem difundidos na área das ciências sociais para tornar eficaz a sua mensagem. Inegavelmente, o documentário determinou um ponto de viragem na opinião pública acerca das questões ambientais: apenas 2 meses após o lançamento do documentário as contribuições dos americanos para as compensações de carbono aumentaram 50% e em 2007 Al Gore recebeu o Prémio Nobel da Paz. Para além disso, nesse mesmo ano um inquérito conjunto da Nielsen Company e da Universidade de Oxford revelou que 3 em cada 4 pessoas que tinham assistido ao filme mudaram os seus hábitos e 95% admitiram ter ficado mais conscientes acerca da problemática das alterações climáticas.

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