European funds for interdisciplinarity and the social sciences and humanities: lessons to be learnt?

By Olivia Bina

In January 2017, as part of the COST Action INTREPID on the role of interdisciplinarity in research programming and funding, we organised an international conference to discuss the status of the social sciences and of interdisciplinarity in occasion of the 20th anniversary of the Gulbenkian Commission’s publication: Open the social sciences: Report of the Gulbenkian Commission on the restructuring of the social sciences (1996).

Picture1
Immanuel Wallerstein keynote. Photo: João Cão

As part of this event, we planned a Special Session to discuss the status and challenges of the social sciences and humanities (SSH) and interdisciplinarity in European Funding. This included six invited speakers and discussants, followed by a workshop designed as a world café session, aimed at identifying a range of recommendations towards informing the next programming period (FP9) from the perspective of interdisciplinarity, SSH and responsible research and innovation (RRI), and possibly contributing to improvements for the final programming stage of H2020 (2018-2020) and input to FP9. A policy brief will soon be published on INTREPID’s website, detailing all recommendations. Here, I’d like to focus on the main areas of discussion, concern and recommendation around interdisciplinarity and SSH. Continuar a ler

Quando 1+1>2: a problemática da interdisciplinaridade nos estudos sobre questões ambientais

As questões ambientais são reconhecidamente complexas, levando à necessidade de trazer para este domínio disciplinas de diferentes campos do saber de forma a garantir uma visão holística e proporcionar novas soluções para estas problemáticas. Neste contexto, a interdisciplinaridade é um importante caminho a seguir. O reconhecimento de uma abordagem interdisciplinar nas questões ambientais tem cerca de 4 décadas. A conferência de Estocolmo (1972), marco essencial nas políticas de proteção ambiental, e mais tarde a conferência de Tbilisi (1976), a primeira conferência sobre educação ambiental, chamam a atenção para a necessidade de acionar os diferentes saberes no que toca à proteção do ambiente.

Embora se reconheça a importância de combinar diferentes disciplinas no sentido de encontrar as respostas mais adequadas às questões ambientais esta não é uma tarefa fácil. A dificuldade começa, desde logo, na definição dos conceitos. Muitas vezes o termo interdisciplinaridade é utilizado de forma indiferenciada, juntamente com conceitos como multidisciplinariedade, transdisciplinaridade ou pluridisciplinaridade. Neste sentido, qualquer tentativa de abordar este tema terá de começar por esclarecer as diferenças entre eles.

Continuar a ler