Mudanças nas práticas dos consumidores: como as baterias dos telemóveis podem contribuir para a eficiência energética

Autora: Ana Horta

Se tem um smartphone já deve ter reparado na rapidez com que o pequeno aparelho fica sem bateria. Por isso há quem ande sempre com o carregador ou tenha comprado uma bateria de reserva ou power bank. Mas também há quem esteja a desenvolver uma nova prática: gerir o telemóvel de modo a evitar gastar energia desnecessariamente e assim prolongar a duração da bateria.

Uma investigação realizada recentemente mostra que gerir a energia do telemóvel é uma nova prática de muitos adolescentes. Sendo o grupo etário que mais utiliza o telemóvel e tendo geralmente grande facilidade em utilizar tecnologias eletrónicas, parte dos adolescentes está a adquirir um hábito que consiste em usar energia com mais eficiência. Este know-how poderá ser aplicado noutros domínios da sua vida quotidiana, com benefícios tanto a nível económico como ambiental. Dada a necessidade urgente de tornar sustentáveis as sociedades contemporâneas, o desenvolvimento desta prática é muito interessante do ponto de vista da mudança de comportamentos no sentido de um consumo de energia mais sustentável. Esta investigação mostra o processo de adoção desta prática, contribuindo para compreender como se processam algumas mudanças nos comportamentos relacionados com o consumo de energia.

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COP21: Paris entre a esperança e a desconfiança

Autor: João Guerra

No mundo atual, mais de novecentas toneladas de CO2 são emitidas a cada segundo, um ritmo que torna cada vez mais plausível a irreversibilidade das alterações climáticas (AC) e a grandeza dos seus efeitos. As emissões de gases resultantes do uso de combustíveis fósseis têm vindo a mudar drasticamente a estrutura da atmosfera terrestre, ativando um fenómeno de aquecimento global, cuja existência merece cada vez menos contestação. Este fenómeno corrói o próprio equilíbrio do planeta e as condições de existência da humanidade, mas muito particularmente, e em primeira linha, põe em risco os ganhos alcançados nos últimos anos nas condições de vida dos países e dos grupos sociais mais vulneráveis, seja porque se situam em áreas atreitas a eventos extremos e outros fenómenos climáticos geograficamente determinados, seja porque o lugar que ocupam na economia não lhes oferece espaço de manobra suficiente para enfrentar os desafios com que se deparam.
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