INTREPID Knowledge – reflecting on our final conference and the future of universities

By Olivia Bina

INTREPID – the network of scholars and practitioners from 32 countries, funded by the European Cooperation in Science and Technology (COST), has been celebrating its four-year journey at a final conference: ‘INTREPID Knowledge’, in Lisbon, where it all began in May 2015. The main aim of the COST Action is to better understand how to achieve more efficient and effective inter and transdisciplinary research in Europe so as to strengthen our ability to address contemporary global challenges characterised by increasing complexity and uncertainty. The added value of INTREPID’s network has been to explore the potential of inter and transdisciplinary knowledge, inspiring change and build leadership, at the level of policy for research funding, within universities/Higher Education Institutions (HEIs), and crucially among the youngest researchers who choose to promote interdisciplinary inquiries despite the many challenges (and oftentimes risks) that this entails. The Action achieved its main aim targeting three challenges, which were explored over the three days: Continuar a ler

What urban Futures? (III) What Right to the City?

By João Morais Mourato

The 2019 annual conference of the Institute of Social Sciences of the University of Lisbon focused on Urban Futures and a desirable transition from crisis to hope. Organized by the Urban Transitions Hub of ICS’s Environment, Territory and Society research group, the conference extended for 4 days mixing film screenings, guest lectures and debates. This post revisits some of the key ideas of one of these debates, where Melissa Garcia Lamarca, Jorge Malheiros and Pedro Magalhães, discussed the future of the right to the city. Continuar a ler

Consulta pública sobre clima e combustíveis

Por Ana Delicado, Luísa Schmidt, Madalena Dias Santos, Joana Sá Couto, Carla Gomes e Mara Almeida

No dia 1 de junho de 2019, a equipa do Observa organizou uma consulta a cidadãos para aferir a aceitabilidade de combustíveis de carbono reciclado. 29 pessoas prescindiram de uma manhã de sábado solarenga para vir discutir questões ambientais e dar o seu contributo para a produção de conhecimento científico. Continuar a ler

Podem o cosmopolitismo e o racismo coexistir?

Por Susana Boletas

Cosmopolitismo e globalização

O cosmopolitismo, ideologia que eleva todas as pessoas, independentemente do seu local de origem, a cidadãos do mundo livres de nele circular, tem vindo a ser apresentado como solução para as limitações do multiculturalismo que, em nome da diversidade, peca por essencializar e reificar culturas e relações assimétricas de poder existentes dentro delas, por secundarizar direitos individuais e por separar mais do que incluir, pois a sua natureza ambígua presta-se facilmente à manipulação retórica. O regime de apartheid da África do Sul, por exemplo, fundamentou-se nas diferenças culturais existentes no país, que seriam, por conseguinte, inultrapassáveis. Vai ganhando força, assim, a ideia de uma cidadania cosmopolita que vá além do multiculturalismo e que contrarie a lógica assimilacionista do Estado-nação, que nega a diversidade e presume a superioridade de quem assimila sobre quem é assimilado. Continuar a ler

Viagem de Estudo – experiências compartilhadas sobre o clima

Por Mônica Prado, com colaboração de Rui Simões e Marcelo Fernandes

Norte de Portugal foi o destino da viagem de estudos dos alunos do ano académico 2018/2019 do programa doutoral Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável (PDACPDS), um consórcio da Universidade de Lisboa (UL) e da Universidade Nova de Lisboa (UNL), que tem o Instituto de Ciências Sociais (ICS) como instituição de acolhimento. Aos alunos da 10ª edição do Programa juntaram-se alguns alunos da 9ª, e eu, aluna da 5/6ª edição, já concluinte. Os 25 alunos foram acompanhados pela secretária da Comissão Científica, Raquel Brito, e por cinco professores: Júlia Seixas (FCT), Luísa Schmidt (ICS), Gil Penha-Lopes (FC), João Ferrão (ICS) e Filipe D. Santos (FC), diretor do programa. Continuar a ler

Comunicação como compromisso: o projeto ReSEED

Por Dulce Freire e Caroline Delmazo

Papers. Pôsters. Conferências. Seminários. A divulgação dos resultados do trabalho de pesquisa para a comunidade acadêmica é parte da rotina dos investigadores. Trata-se da disseminação científica, que é “natural” no contexto de investigação. Esta é, entretanto, apenas uma parte de um processo mais amplo de comunicar a ciência, que tem como objetivo alcançar a sociedade, pessoas que não são especialistas no tema investigado, e não apenas os pares académicos. Continuar a ler

Esperança vinda do Fim do Mundo

Por Fronika de Wit

“O Acre não existe!”

Inúmeras vezes ouvi essa piada brasileira, quando dizia que morava no Acre. Por estar situado na Amazónia, longe das grandes cidades, o Acre também é chamado “fim do mundo”. O Acre, situado na fronteira trinacional entre o Brasil, o Peru e a Bolívia, foi o último estado a ser incorporado no território brasileiro. Em 1903, com o Tratado de Petrópolis, a região do Acre foi comprada à Bolívia (a lenda diz que foi em troca de um cavalo). No entanto, somente em 1962 é que o Acre foi elevado à condição de estado brasileiro. O objetivo deste post é mostrar que o estado brasileiro mais novo existe! Além disso, é de destacar que a Amazónia é muito mais que a sua floresta e os seus recursos naturais a serem extraídos como se não tivessem fim. Para mostrar o potencial da região e dos seus habitantes e a importância dos processos de desenvolvimento local, descrevo duas iniciativas transnacionais de ação climática que nasceram no estado do Acre. Termino com um sonho para o futuro da Amazónia. Continuar a ler

What Urban Futures? (II) Films on The Transformation of Lisbon

Por Mariana Liz

Tourism expansion and the real estate bubble, excessive tuk-tuks, Airbnb flats and construction sites, traditional shops closing down and new service shops opening up: towards the end of Duarte Coimbra’s Amor, Avenidas Novas (2018), the main character Manel lists a number of problems he currently identifies in the city of Lisbon. Manel’s list could have easily been compiled by news agencies and the media, local authorities and citizens’ movements concerned with the future of the city. The key here is that this list, so softly spoken by Manel, lying in bed, on the phone to his mother, is also to blame for his heartache. Misery loves company: it is not just the city that is changing beyond recognition, it is also Manel who, having just met, and fallen in love with Rita, is suffering in despair, wondering what to do next. Continuar a ler

QUEM FOI? A gestão de risco incorpora-se à responsabilidade socioambiental – 2ª parte

Por Luiz Carlos de Brito Lourenço

No interstício de Mariana e Brumadinho houve um terceiro desastre ambiental no estuário amazónico, cuja notícia ficou restrita às imprensas regional e económica. Chuvas volumosas abateram-se dias 16 e 17/02/2018 (200mm em 12 horas, metade do estimado para o mês) sobre as instalações da Alunorte (grupo norueguês Hydro ASA), a maior refinaria de alumina do planeta, no município de Barcarena (população 99.859, IBGE Censo 2010), junto ao porto de Vila do Conde, a 45 km por mar e 111 km por terra de Belém, capital do Pará. Continuar a ler

Químicos em produtos do quotidiano – perceções e práticas das gestantes

Por Susana Fonseca

Desde há quase duas décadas que pessoalmente me interesso por temas ambientais, sendo a presença de substâncias químicas em produtos que usamos quotidianamente um dos principais focos de atenção. O facto de ter acompanhado, enquanto ativista ambiental, o processo de negociação do Regulamento REACH – Registo, Avaliação, Autorização e Restrição de Substâncias Químicas, que entrou em vigor em junho de 2007, mas se desenrolou ao longo de vários anos, permitiu-me aprender sobre o processo legislativo europeu, mas sobretudo demonstrou como a perceção social sobre o tema é muito diferenciada entre países. Continuar a ler