INTREPID Knowledge – reflecting on our final conference and the future of universities

By Olivia Bina

INTREPID – the network of scholars and practitioners from 32 countries, funded by the European Cooperation in Science and Technology (COST), has been celebrating its four-year journey at a final conference: ‘INTREPID Knowledge’, in Lisbon, where it all began in May 2015. The main aim of the COST Action is to better understand how to achieve more efficient and effective inter and transdisciplinary research in Europe so as to strengthen our ability to address contemporary global challenges characterised by increasing complexity and uncertainty. The added value of INTREPID’s network has been to explore the potential of inter and transdisciplinary knowledge, inspiring change and build leadership, at the level of policy for research funding, within universities/Higher Education Institutions (HEIs), and crucially among the youngest researchers who choose to promote interdisciplinary inquiries despite the many challenges (and oftentimes risks) that this entails. The Action achieved its main aim targeting three challenges, which were explored over the three days: Continuar a ler

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O futuro da Universidade: precisamos de uma mudança?

Por Lavínia Pereira e Olivia Bina

“Não se pode conceber a educação sem o pensamento de um futuro.” É Clément Rosset quem o diz numa entrevista concedida a Anita Kechichian publicada em 1985 no Le Monde de l’Éducation. Historicamente, a Universidade e a função educativa têm na Modernidade o seu momento alto: o projecto iluminista entende o conhecimento como fonte de emancipação do ser humano, finalidade associada a uma ideia redentora de futuro.

Como podemos conceber o projecto educativo no momento posterior àquele em que o ideal da Modernidade foi conduzido ao seu limite por auto-refutação? Um momento em que o risco e a incerteza alteraram a experiência humana do tempo: o futuro vem agora ao nosso encontro, interrogando-nos, interrompendo permanentemente o fluir do tempo presente? [1]

Três notícias recentemente vindas a público são ilustrativas do alcance da acção do ser humano sobre o equilíbrio do planeta: a destruição do mar de Aral; a separação de mais um enorme icebergue na Antártida Ocidental; e a sexta extinção de espécies em massa descrita pelos cientistas como ‘aniquilação biológica’. Tornámo-nos uma ‘força da natureza’ que introduziu uma alteração irreversível no equilíbrio planetário.

Por outro lado, a diferença entre os mais ricos e os mais pobres é maior que nunca. De acordo com o relatório Oxfam de Janeiro de 2017, o nível de desigualdade social ultrapassa as nossas piores expectativas. Continuar a ler