Cidades inteligentes para quem? Notas de um estudo de caso sobre Lisboa

Por: Tomás Donadio

No enquadramento de um dos temas indicados para o Blogue SHIFT em 2022, este texto discute um tópico particular sobre o futuro das cidades: as cidades inteligentes. Apesar de ser um conceito relativamente recente, certamente a sua utilização está na moda. O termo é atualmente empregue por diversos atores urbanos, como formuladores de políticas, políticos e académicos. No entanto, é encontrado com maior assiduidade em discursos de corporações multinacionais de tecnologia e de instituições governamentais. Mas, afinal, o que são as cidades inteligentes?

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A Cidade das Mulheres: Lisboa no Cinema

Por: Mariana Liz

Num filme produzido para a celebração de Lisboa, Capital Europeia da Cultura, em 1994, Manuel Mozos reuniu imagens da capital portuguesa que até então tinham aparecido no cinema. A excertos de filmes como Os Verdes Anos, Um Adeus Português ou O Bobo, juntou depoimentos dos realizadores Paulo Rocha, João Botelho e José Fonseca e Costa, entre outros. O “outros” é intencional: é apenas uma a realizadora entrevistada, Teresa Villaverde. As estatísticas são conhecidas e têm sido cada vez mais discutidas na esfera pública: em Portugal, são realizados muitos menos filmes por mulheres do que homens, o que, aliás, está em linha com a situação na Europa. De acordo com um estudo de dezembro de 2021 do Observatório Europeu do Audiovisual, apenas 25% dos filmes europeus dos últimos anos foram realizados por mulheres.

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Podcasting climate change between tragedy and comedy

By: Enrique Pinto-Coelho

When I was a kid, probably around the age of my 11-year-old son, I sent a drawing of a flying Superman – copied from a piggy bank – to my school’s magazine. I still remember the excitement of reading my name under the full-page picture the day it was published, a mixture of pride and delight that I only felt again many years after, when I signed my first journalistic article in a (paid) publication.

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Sobre o sistema educativo em Portugal: crises, vulnerabilidades e mudanças

Por: Leonor Prata, João Guerra e Luísa Schmidt

Foi recentemente publicada a versão digital do Relatório ‘Estado da Educação 2020’ pelo Conselho Nacional de Educação. O relatório aborda os múltiplos impactos da COVID-19 na sociedade portuguesa e, em particular, nas comunidades educativas. Alguns dos ensaios aí presentes assumem como matriz de análise o contexto marcado pela pandemia, seus correlatos socioambientais bem como o seu potencial transformativo.

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Projeto Europeu SharedGreenDeal: novas ferramentas das Ciências Sociais e Humanas para uma mudança transformadora

Por: Mónica Truninger

O projeto Europeu SharedGreenDeal – Social sciences & Humanities for Achieving a Responsible, Equitable and Desirable GREEN DEAL (Horizon 2020 RIA, financiado com cerca 5 milhões de euros para cinco anos), no qual alguns membros do GI SHIFT – Grupo de Investigação Ambiente, Território e Sociedade do ICS-ULisboa estão envolvidos, iniciou as suas atividades a 1 de Fevereiro de 2022. É coordenado por Chris Foulds e Rosie Robison da Universidade Anglia Ruskin, sediada em Cambridge no Reino Unido. No ICS, o projeto é liderado por Mónica Truninger, constando também da equipa Luísa Schmidt, Ana Delicado, João Mourato e Rosário Oliveira.

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Seis temas para 2022 nos seis anos do Blogue SHIFT

Por: Alexandre Silva, Carla Gomes, Joana Sá Couto e Mariana Liz

A 5 de Janeiro de 2016 foi publicado o primeiro post do Blogue ATS – agora rebaptizado Blogue SHIFT. Em Janeiro de 2019, o livro Reflexões sobre Ambiente, Território e Sociedade marcou os seus primeiros três anos. O presente post colectivo, dos actuais editores do Blogue SHIFT, está imbuído de um espírito semelhante. Por um lado, oferece uma breve reflexão sobre o último ano do blogue, marcando, igualmente, o seu sexto aniversário. Por outro, olha para o futuro, lançando um desafio aos investigadores e investigadoras que venham a partilhar os seus textos e ideias nesta plataforma, que se quer cada vez mais aberta e anti-dogmática, ajustável às incertezas do nosso tempo.

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Dilemas climáticos: o caso da exploração de petróleo, gás e lítio em Portugal

Por Madalena Duque dos Santos

Entre 2007 e 2015 o estado português celebrou uma série de contratos de concessão para a prospeção, pesquisa, desenvolvimento e exploração de hidrocarbonetos no mar e território português, ao abrigo de legislação desatualizada, cuja revisão só se verificou em 2017. Este período foi igualmente marcado por ambiciosos compromissos climáticos nacionais, europeus e internacionais, que culminaram na promessa do cumprimento da neutralidade carbónica em Portugal em 2050.

Para a controvérsia em torno da atribuição destes contratos de concessão contribuiu o modo obscuro e pouco democrático que caracterizou a tomada destas decisões, em vésperas de eleições, não tendo sido aplicada qualquer metodologia participativa ou consultiva às populações, organizações ou autarquias locais, resultando numa ausência de coordenação e comunicação entre entidades e atores.

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Local voluntary carbon markets – what they are, how they went at COP26 and what to expect next

By: Jieling Liu & Lurdes Ferreira

1. Why focus on local voluntary carbon markets?

The Paris Agreement of 2015 set forth a global target of limiting the warming in this century to 2o C or even more ambitiously to just 1.5o C, in order to contain the catastrophic impacts of anthropogenic climate change planet Earth is facing. National governments voluntarily made respective emissions reduction targets called Nationally Determined Contributions (NDCs) to implement the Paris Agreement, of which the COP26 this year has welcomed the first update cycle. Voluntary carbon markets (VCM) emerged as a potentially effective tool to support the NDCs under Article 6 of the Paris Agreement as it encourages voluntary contribution.  

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Contestar, participar, debater Lisboa – Notas à margem do processo participativo para a requalificação da Praça Martim Moniz

Por: Roberto Falanga

“Nós, cidadãs e cidadãos, temos como objectivo transformar a Praça Martim Moniz num espaço verde público”. É com este incipit que o “Movimento Jardim Martim Moniz” abre o seu manifesto em resposta à controvérsia que se desenrolou nos últimos anos sobre o uso desta praça.

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Entre avanços e decepções, a COP26 define o Livro de Regras do Acordo de Paris

Por: André de Castro dos Santos

Passando por intensas e difíceis negociações, a COP26 foi encerrada com importantes definições sobre o combate às alterações climáticas pela comunidade internacional. O pacote adotado é um compromisso que reflete um delicado equilíbrio entre os interesses e as aspirações de quase 200 países sobre instrumentos centrais do regime internacional que rege os esforços globais contra a mudança do clima.

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