Um americano em Paris

Por Luísa Schmidt

Não foi surpresa. A desvinculação dos Estados Unidos da América do Acordo de Paris tinha sido anunciada e está em linha com a lamentável atitude política da fação extremista que tomou conta do Partido Republicano nos EUA.

A figura que a representa – Donald Trump – tentou fazer passar a ideia de que não está contra um Acordo, mas que pretende negociar os termos de modo mais favorável à América.

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Protesto nos EUA contra Trump. Fonte: Julia DeSantis/Flickr

É um logro. A América é o país que mais emissões lançou para a atmosfera durante mais tempo. Querer negociar uma posição mais favorável para si é não só moralmente inaceitável como inviável. O mundo não é um subúrbio da América e os outros países não são uma ralé que o poder americano trata conforme entende.

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Políticas públicas de regadios no Nordeste do Brasil

Por Gleydson Pinheiro Albano

O Nordeste do território brasileiro, principalmente sua região semiárida, atravessou os últimos séculos sendo lembrado dentro e fora do país como uma região atrasada, muito em função da pobreza da sua população, da desigualdade de acesso a terra e da ocorrência de secas, que fizeram uma multidão de nordestinos migrar para outras áreas do país, como o Sudeste e a região Amazônica.

No início do século XX, com a ocorrência de mais uma grande seca nessa região do país, o governo brasileiro resolveu criar um órgão para enfrentar as secas dessa região e assim nasce no ano de 1909 a Inspetoria de Obras Contra as Secas (IOCS) (hoje, Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS).

Durante toda a primeira metade do século XX esse órgão iria ser responsável por políticas de construção de açudes com o objetivo de fornecer água para matar a sede do nordestino. Inclusive é pela criação e área de delimitação do órgão (área de ocorrência de secas) que o termo Nordeste é popularizado e institucionalizado no país, entrando posteriormente na cartografia como uma das regiões brasileiras. Continuar a ler