Health as a global public good – An essential reframing for poverty measurement and a more balanced view on sustainability

By: Jieling Liu and Franz Gatzweiler

1. The flawed and antiquated international poverty line

We have learnt from COVID-19 that the key is to ‘flatten the curve’ and many have thereby appreciated a slower pace of life. The same lesson is valuable for the sustainability discourse in the post-COVID era. We need to flatten the development curve and decelerate. The current pandemic, climate impacts, and resource scarcity are all entangled in the global development bottleneck. Similar to the inadequacy of GDP measurement, development economists have long argued that the current $1.90 international poverty line is flawed and antiquated. Understanding and measuring poverty is more about distribution and access to opportunities than reaching a monetary threshold. Despite the emergence of numerous improved wellbeing indicators in the last three decades, such as the Human Development Index (HDI) by Amartya Sen, the multidimensional approaches to poverty, the Gini coefficient, other alternative approaches such as the Happpiness index and the human rights-based approaches, the overly simplified international poverty line is still being used to compare the progress of nations. Behind this phenomenon is the view that money can create wealth and buy wellbeing. The $1.90 poverty line is too low, and most success in eliminating poverty globally is due to China’s contribution. A multidimensional system of indicators, including health, to improve poverty measurement, is needed.

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Substâncias químicas em produtos – propostas de ação política e na área da saúde

Por Susana Fonseca

Entre junho de 2016 e maio de 2019 desenvolvi a minha investigação de pós-doutoramento sobre o tema das substâncias químicas em produtos do quotidiano(brinquedos, roupas, cosméticos, produtos de limpeza, equipamento elétrico e eletrónico, alimentos, etc.). Durante este período, o objetivo foi sempre o de analisar se a controvérsia científica sobre o impacto de substâncias químicas em produtos do quotidiano (alimentação, produtos de higiene pessoal, produtos de limpeza, e brinquedos) é reconhecida e integrada pelos profissionais de saúde (comunidade médica e de enfermagem) que acompanham e apresentam recomendações às mães; e de que forma, seja pelo aconselhamento médico, seja por outras fontes, influencia os pais nas suas práticas quotidianas e opções de consumo relacionadas com o cuidar dos filhos. Continuar a ler

A doença do vírus Zika: É mesmo um mosquito que causa tudo isso?

Autora: Mônica Prado

Quero compartilhar com os leitores do Blogue ATS minhas reflexões sobre a doença do vírus Zika, as quais resultam de minha aproximação com a investigação social no marco da resposta à emergência internacional decretada no dia 1º de fevereiro deste ano pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Nos últimos seis meses – maio a outubro de 2016 – tive a oportunidade de trabalhar na condução e análise de investigação social e operativa em saúde pública em países da América Latina e do Caribe como consultora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). As leituras e o contato com cidadãos de diversos espaços geográficos e culturais produziram em mim um quadro reflexivo pessoal que imbrica ambiente, sociedade e território.

Antes de discorrer sobre minhas reflexões, gostaria de salientar que os dados divulgados pela OMS em seu último informe (10 de novembro de 2016) apontam que 69 países reportaram transmissão e que 58 reportaram epidemias da doença do vírus Zika de 2015 em diante. Além dos países que reportam transmissão por mosquito, como se vê no mapa a seguir, há 12 que reportam transmissão pessoa-pessoa: Argentina, Canada, Chile, Peru, Estados Unidos, Portugal, França, Alemanha, Itália, Noruega, Espanha e Nova Zelândia. Microcefalia e outras malformações associadas ao vírus Zika foram reportadas por 26 países e 19 reportam um aumento na incidência de Síndrome de Guillain-Barré (SGB).

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