Health as a global public good – An essential reframing for poverty measurement and a more balanced view on sustainability

By: Jieling Liu and Franz Gatzweiler

1. The flawed and antiquated international poverty line

We have learnt from COVID-19 that the key is to ‘flatten the curve’ and many have thereby appreciated a slower pace of life. The same lesson is valuable for the sustainability discourse in the post-COVID era. We need to flatten the development curve and decelerate. The current pandemic, climate impacts, and resource scarcity are all entangled in the global development bottleneck. Similar to the inadequacy of GDP measurement, development economists have long argued that the current $1.90 international poverty line is flawed and antiquated. Understanding and measuring poverty is more about distribution and access to opportunities than reaching a monetary threshold. Despite the emergence of numerous improved wellbeing indicators in the last three decades, such as the Human Development Index (HDI) by Amartya Sen, the multidimensional approaches to poverty, the Gini coefficient, other alternative approaches such as the Happpiness index and the human rights-based approaches, the overly simplified international poverty line is still being used to compare the progress of nations. Behind this phenomenon is the view that money can create wealth and buy wellbeing. The $1.90 poverty line is too low, and most success in eliminating poverty globally is due to China’s contribution. A multidimensional system of indicators, including health, to improve poverty measurement, is needed.

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A inconcebível perda das sementes agrícolas enquanto bem comum

Por Lanka Horstink

O bem comum compreende benefícios materiais, culturais ou institucionais, cuja pertença e responsabilidade para a sua preservação cabem, em igual medida, a todos os membros de uma comunidade. O solo, a água potável, os minérios, as florestas, os monumentos, as gastronomias, e o próprio ar, são exemplos de bem comum. Pode parecer evidente que estes benefícios a todos pertencem e que são cuidados em conjunto, mas a realidade não poderia ser mais distinta. Com a consagração da propriedade privada no advento da industrialização — uma condição sine qua non para o sucesso do capitalismo industrial — a humanidade foi relativizando a noção de bem comum, aceitando com progressiva normalidade a ideia da privatização de benefícios comunitários, passados assim para as mãos do melhor pagador. É hoje inegável a enorme perda de terras florestais e aráveis para as monoculturas de soja, milho e óleo de palma, que alimentam muitas indústrias e segregam camponeses e indígenas (land grabbing). Igualmente conhecida é a venda de aquíferos às maiores empresas transnacionais de processamento alimentar e a grandes empresas financeiras que vêem nestes recursos um excelente negócio de futuros (water grabbing). Já bem menos presente na esfera pública tem estado a problemática das sementes agrícolas, que são um bem milenar que trouxe sustento e sustentabilidade à humanidade, e que estão igualmente a ser retiradas do foro do bem comum, com consequências muito mais devastadoras do que possamos imaginar. Continuar a ler