Vírus expôs falha sistémica e agrava divergência na UE

Por Paulo Miguel Madeira*

Devido à pandemia da Covid-19, entre o final do inverno e o início da primavera de 2020, centenas de milhões de europeus ficaram com as suas vidas suspensas, sujeitos a regimes mais ou menos coercivos de permanência nas suas residências, com as saídas limitadas a situações específicas determinadas pelas autoridades. A estratégia de diminuição drástica do contacto social adotada durante estes meses foi necessária para conter a disseminação do vírus e salvar muitas vidas, porventura dezenas de milhares em Portugal e centenas de milhares ou mesmo milhões por toda a Europa. Estão em maior risco pessoas com problemas de saúde específicos e pessoas idosas em geral – e os europeus são uma população muito envelhecida.

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COVID-19 narratives: old wine in new bottles?

Por Cláudia Santos e João Morais Mourato

As the COVID-19 pandemic unfolds it becomes clear this is not just a random phenomenon of human-Nature interaction. It is the product of human choices, quintessentially anthropogenic in its creation, reach, response and politicisation. The growingly quarantined world population, from the forced seclusion of their homes, expresses the full range of human emotions. All over the world digital logbooks are keeping record of some of these voices. The large majority however will never be heard. For them this will be another layer of their vulnerability, a cruel reminder of their marginalisation and structural disadvantage. Continuar a ler