Escolas de Verão 2017

icsEncontram-se abertas as inscrições para as Escolas de Verão 2017 do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, este ano distribuídas por duas grandes áreas: Métodos e Técnicas e Temas e Problemas. O Grupo de Investigação em Ambiente, Território e Sociedade promove várias dessas Escolas de Verão.

A primeira é a I Escola de Verão em Sustentabilidade, de 19 a 22 Junho, sob coordenação de Luísa Schmidt e Susana Fonseca, e ainda de Sofia Santos (BCSD). Esta Escola tem o objetivo de promover a temática da sustentabilidade e a sua integração na tomada de decisão no quotidiano; explorar as interligações entre ciência, economia, gestão, política e sociedade e promover contacto entre especialistas de diferentes quadrantes da sociedade; apresentar exemplos concretos de soluções para desafios (nacionais e internacionais) na área da sustentabilidade; e criar condições para redes de contacto com vista a intervenções em prol de uma sociedade sustentável.

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COP-22: o fim das ilusões e a aliança ‘oleogarca’ EUA-Rússia

Por João Camargo

Com o fim da 22ª Conferência das Partes—COP 22 da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, que decorreu em Marraquexe, terminaram também muitas das suas ilusões. Não tendo sido o colapso negocial da COP 15 de 2009, em Copenhaga, aqui colapsou a esperança de se atingir o Acordo global preconizado na COP 21 em Paris.

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Ilustração da aliança entre Trump e Putin. Autor: João Camargo

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Is social science useful?

Este é o primeiro post da série “A utilidade das Ciência Sociais

Por Andy Inch

I’ll start by saying something that a relatively new member of an academic research group in a dedicated Institute of Social Sciences probably shouldn’t own up to but sometimes I’m not really sure of the value of academic social science research.

There, I’ve admitted it.

But I don’t think this is just a crisis of self-identity. Questions about the role and purpose of social research are vital, and perhaps have particular relevance to those of us working in more applied areas of the so-called social sciences. With budgets for research funding likely to come under increasing pressure across Europe, they are also likely to have much wider significance in the near future.

Like many others, I came to research out of a fuzzy belief that knowledge can improve society – this was underpinned by a set of equally fuzzy commitments to the creation of more socially just, democratic and environmentally sustainable ways of life. Unfortunately, steeped in the pseudo-scientific search for objectivity much ‘traditional’ social research still prefers to hide away any trace of such normative values. Shaped by increasing disciplinary specialization and the prevailing model of academic publishing, meanwhile, I worry that our practices often resemble a retreat from the complexities of the world rather than a serious attempt to engage with how we can play a part in changing it for the better.
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Uma agenda social para as alterações climáticas: CLIMA EXPO 360 e Conferência no MNHNC

Carla Gomes

A necessidade de criar em Portugal uma verdadeira agenda social para as alterações climáticas ficou como uma das grandes questões em aberto da conferência ‘Alterações Climáticas: por onde passa o futuro próximo?’, que teve lugar no Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MNHNC). A conferência, que contou com a participação de investigadores franceses e portugueses, realizou-se em paralelo com a inauguração da Exposição CLIMA EXPO 360, que pode ser visitada no museu até 28 de Fevereiro. A inauguração contou com a presença do Ministro do Ambiente e do Embaixador de França.

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Poucos dias após a Conferência Global sobre as Alterações Climáticas (COP22), que terminou a 18 de Novembro em Marraquexe, o painel de cientistas convidados trouxe à discussão os principais desafios que se colocam atualmente nas frentes da mitigação e da adaptação. Filipe Duarte Santos, da Faculdade de Ciências da ULisboa, apresentou os cenários possíveis para as alterações climáticas, bem como as suas consequências sociais e económicas, nas próximas décadas. Júlia Seixas, investigadora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, abordou as estratégias e medidas necessárias a uma economia de baixo carbono, em áreas como a energia ou os transportes.

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A palestra cultural do clima

Autora: Adriana Ferreira Alves

O convidado do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS ULisboa), para a palestra de abertura do ano lectivo 2016/2017  foi o inglês Mike Hulme.

Geógrafo de formação, trabalhou durante 25 anos na Universidade de EastAnglia, sendo actualmente professor de Climate and Culture, no King’s College London (Faculty of Social Science & Public Policy), onde dirige o Departamento de Geografia e coordena o Grupo de Investigação sobre Clima. Está na direcção editorial de várias revistas científicas, entre as quais a conceituada WIREs Climate Change.

The cultural fonctions of Climate foi o tema da sua palestra, no passado mês de Outubro, onde, no conjunto dos programas doutorais da Universidade de Lisboa, se destaca, como o maior e um dos mais internacionais Doutoramentos da Universidade de Lisboa, precisamente o Programa Doutoral em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável. Continuar a ler

Inquéritos ao Território. Uma exposição a não perder. Uma prática a reforçar.

Rosário Oliveira

“INQUÉRITOS AO TERRITÓRIO – PAISAGEM E POVOAMENTO” é uma exposição que coloca em diálogo múltiplos olhares e perspetivas sobre Portugal, de finais do século XIX à atualidade.

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Através de uma cuidada integração de domínios disciplinares, como a Etnologia, a Arquitetura e a Geografia, com as narrativas artísticas da fotografia, do vídeo, da ilustração e da sonoplastia, a exposição é, antes de mais, uma dupla homenagem; ao Território e aos diversos trabalhos e autores que têm tomado o Território e a Paisagem em Portugal como objeto da sua investigação, produção ou intervenção no último século.

São confrontados um amplo conjunto de imagens, documentos e publicações, alguns deles nunca antes vistos em contexto museológico, oferecendo-nos uma miríade de retratos do território português, tão diversos quanto fascinantes, que nos induzem a uma reflexão sobre nós mesmos e o lugar em que nos foi dado viver.

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Palmas – Documentário sobre a comunidade cearence que criou a sua própria moeda

Foi apresentado, no passado dia 24 de fevereiro, no ICS-ULisboa, o filme Palmas, da realizadora Edlisa B. Peixoto.

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O filme conta a incrível história de uma comunidade cearense que transformou a situação inicial de “moradores de favela” na década de 70 e criou uma série de soluções inusitadas para resolver os seus problemas socioeconómicos, o que resultou na criação da sua própria moeda – O PALMAS – e do Primeiro Banco Comunitário do Brasil – o Banco Palmas.

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COP21: Paris entre a esperança e a desconfiança

Autor: João Guerra

No mundo atual, mais de novecentas toneladas de CO2 são emitidas a cada segundo, um ritmo que torna cada vez mais plausível a irreversibilidade das alterações climáticas (AC) e a grandeza dos seus efeitos. As emissões de gases resultantes do uso de combustíveis fósseis têm vindo a mudar drasticamente a estrutura da atmosfera terrestre, ativando um fenómeno de aquecimento global, cuja existência merece cada vez menos contestação. Este fenómeno corrói o próprio equilíbrio do planeta e as condições de existência da humanidade, mas muito particularmente, e em primeira linha, põe em risco os ganhos alcançados nos últimos anos nas condições de vida dos países e dos grupos sociais mais vulneráveis, seja porque se situam em áreas atreitas a eventos extremos e outros fenómenos climáticos geograficamente determinados, seja porque o lugar que ocupam na economia não lhes oferece espaço de manobra suficiente para enfrentar os desafios com que se deparam.
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