Desordenamento do território em tempo de alterações climáticas – os exemplos da CUF Tejo e do novo aeroporto no Montijo

Por Paulo Miguel Madeira

A necessidade de respostas adaptativas às consequências do aquecimento global constitui uma oportunidade, sem rival nas décadas mais recentes, para que em Portugal se leve a sério a necessidade de um ordenamento do território consequente, que responda às necessidades do conjunto da sociedade. Isto levaria a ter planos coerentes com os objetivos de política de território que sejam definidos, a todas as escalas, neste novo contexto em que os riscos climáticos se aceleram – em consonância com a versão revista do Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT), recentemente aprovada. E levaria também a que as normas definidas nos vários planos fossem de facto aplicadas no terreno – o que nem sempre tem acontecido. Continuar a ler

Uma etnografia da comunidade piscatória de Setúbal: em defesa de uma antropologia de envolvimento

Por Joana Sá Couto

Para a minha dissertação de mestrado, cujo foco foi a relação entre práticas piscatórias e poluição marítima por plásticos, iniciei a minha primeira aventura enquanto antropóloga na comunidade piscatória de Setúbal, marcadamente masculina. Este post tem como objetivo salientar alguns resultados relevantes, assim como ajudar-me a refletir acerca de questões metodológicas e de produção de conhecimento na defesa de uma antropologia de envolvimento. Continuar a ler