Desordenamento do território em tempo de alterações climáticas – os exemplos da CUF Tejo e do novo aeroporto no Montijo

Por Paulo Miguel Madeira

A necessidade de respostas adaptativas às consequências do aquecimento global constitui uma oportunidade, sem rival nas décadas mais recentes, para que em Portugal se leve a sério a necessidade de um ordenamento do território consequente, que responda às necessidades do conjunto da sociedade. Isto levaria a ter planos coerentes com os objetivos de política de território que sejam definidos, a todas as escalas, neste novo contexto em que os riscos climáticos se aceleram – em consonância com a versão revista do Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT), recentemente aprovada. E levaria também a que as normas definidas nos vários planos fossem de facto aplicadas no terreno – o que nem sempre tem acontecido. Continuar a ler