Economia Circular em destaque: apoio da União Europeia e foco no consumo

Autora: Carolina Souza

A insustentabilidade do modelo econômico linear (aqui incluídos produção e consumo) é um tópico debatido há certo tempo tanto no ambiente acadêmico quanto no mercado, entretanto ainda não se chegou a um consenso sobre saídas e mudanças viáveis para suplantar a tríade pegar- usar- descartar, base do atual modelo econômico.

O modelo linear depende de grandes quantidades de energia e de matérias-primas baratas e de fácil acesso. O uso desenfreado dessas fontes naturais e finitas, combinado com uma cultura de descarte de uma população que cresce exponencialmente, esgotou as capacidades do planeta de se autogerir, tamanho o poder da ação do homem sobre ele.

Uma das soluções debatidas para acabar com o contínuo uso e desperdício dos recursos naturais seria a economia circular. Nesse sistema as matérias-primas, produtos e recursos mantêm-se em uso o máximo de tempo, não havendo produção de resíduos já que os componentes são utilizados em diversas etapas de diferentes cadeias produtivas, buscando evitar o descarte absoluto. Continuar a ler →

Green Growth Knowledge Platform. O que é, para que serve?

Autor: António Sobrinho

Com o propósito de divulgar e contribuir para a transição rumo a uma economia verde (equitativa, de baixo carbono, eficiente em recursos e socialmente inclusiva), quatro organismos – o Global Green Growth Institute (GGGI), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP) e o Banco Mundial – decidiram criar em Janeiro de 2012 a Green Growth Knowledge Platform (GGKP).

Das quatro organizações internacionais atrás referidas, a mais recente e, eventualmente, a menos conhecida – GGGI – foi fundada em 2012 durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20. Tem como missão apoiar e promover o crescimento económico robusto, sustentável sob o ponto de vista ambiental e socialmente inclusivo nos países em desenvolvimento e nas economias emergentes. Está sedeada em Seoul, na Coreia do Sul.

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Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – Novos Horizontes, Novas Esperanças

Autora: Luísa Schmidt

Aquilo a que generalizadamente usamos chamar “crise”, como hoje bem se sabe, são várias crises e – embora global – ela está longe de ser uniforme conforme os países e as regiões do mundo. É certo que a sua sinistra notoriedade advém dos acontecimentos financeiros iniciados nos EUA em 2007/8. Foi lá que o crédito imobiliário mal parado desencadeou em cascata a derrocada do edifício de fantasias bancárias em que vivia o sistema financeiro – não só norte-americano mas global. É história sabida.

Contudo, a doença do sistema revelou raízes bem mais antigas e mais fundas. Um sistema económico que assenta historicamente na exploração ilimitada de recursos finitos e na perpetuação das mais desumanas desigualdades sociais é o rosto daquilo a que se chama “insustentabilidade”.

Não podemos sequer dizer que é novidade. De há muitas dezenas de anos para cá que cientistas de vários quadrantes alertaram para a insustentabilidade ambiental e social do sistema que estava a ser construído. Mas a vertigem eufórica dos ganhos levava sempre a considerar esses avisos como agoiros de desmancha-prazeres.

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