John Urry (1946-2016)

Urry.png

A sociologia está de luto. No dia 18 de março de 2016 morreu John Urry. Decano da Universidade de Lancaster, foi um dos mais influentes sociólogos britânicos das últimas décadas do século XX e do início do século XXI. A par de Anthony Giddens e de outros autores muito associados à revista Theory, Culture and Society, moldou indelevelmente o pensamento sobre as sociedades da “modernidade radicalizada”. É um autor particularmente importante para a sociologia do ambiente, mas também do espaço e da mobilidade, e mesmo para a geografia.

Continuar a ler

“Not in planning’s name”? Lessons from Israel/Palestine

Autor: Marco Allegra

Last year an International Advisory Board (IAB) chaired by Cliff Hague (former president of the Royal Town Planning Institute, RTPI) and working under the auspices of the UN-Habitat, produced a report on planning conditions for Palestinian communities in the so-called “Area C” of the West Bank. The report detailed the asymmetries of planning policies in Israel/Palestine, and highlighted how planning arguments are often used by Israeli authorities to curtail Palestinian development. The publication of the report has stimulated a debate in the planning community: the findings of the report were endorsed by eighteen former presidents of the RTPI in a letter to the Institute’s official magazine, The Planner. Hague himself recently published a commentary in the journal Planning Theory and Practice. Reflecting on his experience, he noted how in the West Bank “‘good planning’ is the rationale for oppressing poor people”, and asked professional bodies to take a stand against oppressive practices in Area C by declaring “not in planning’s name”. Continuar a ler

Green Growth Knowledge Platform. O que é, para que serve?

Autor: António Sobrinho

Com o propósito de divulgar e contribuir para a transição rumo a uma economia verde (equitativa, de baixo carbono, eficiente em recursos e socialmente inclusiva), quatro organismos – o Global Green Growth Institute (GGGI), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP) e o Banco Mundial – decidiram criar em Janeiro de 2012 a Green Growth Knowledge Platform (GGKP).

Das quatro organizações internacionais atrás referidas, a mais recente e, eventualmente, a menos conhecida – GGGI – foi fundada em 2012 durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20. Tem como missão apoiar e promover o crescimento económico robusto, sustentável sob o ponto de vista ambiental e socialmente inclusivo nos países em desenvolvimento e nas economias emergentes. Está sedeada em Seoul, na Coreia do Sul.

Continuar a ler

Palmas – Documentário sobre a comunidade cearence que criou a sua própria moeda

Foi apresentado, no passado dia 24 de fevereiro, no ICS-ULisboa, o filme Palmas, da realizadora Edlisa B. Peixoto.

Anexo de E-mail.png

O filme conta a incrível história de uma comunidade cearense que transformou a situação inicial de “moradores de favela” na década de 70 e criou uma série de soluções inusitadas para resolver os seus problemas socioeconómicos, o que resultou na criação da sua própria moeda – O PALMAS – e do Primeiro Banco Comunitário do Brasil – o Banco Palmas.

Continuar a ler

Nem no meu quintal, nem no de ninguém: a luta contra a exploração de petróleo e gás no Algarve

Autora: Ana Delicado

É comum afirmar-se que a participação cívica em Portugal é baixa. E, de facto, olhando para a subida contínua da abstenção eleitoral ou para os resultados dos inquéritos internacionais que demonstram que Portugal tem das taxas mais baixas na Europa de participação em manifestações (7%), assinatura de petições (8%) ou contacto direto com um representante político (6%) (European Social Survey, 2012), esta afirmação parece confirmar-se.

No entanto, o que uma leitura mais atenta da realidade demonstra é que, quando os problemas ambientais (ou de outra natureza) as afetam diretamente, as pessoas mobilizam-se, procuram informação e aliados, exercem pressão para ver os seus interesses e necessidades satisfeitos. Foi disso exemplo o prolongado caso da coincineração de resíduos perigosos e, agora, a mobilização contra a exploração de petróleo e gás natural no Algarve.

Continuar a ler