Sobre o sistema educativo em Portugal: crises, vulnerabilidades e mudanças

Por: Leonor Prata, João Guerra e Luísa Schmidt

Foi recentemente publicada a versão digital do Relatório ‘Estado da Educação 2020’ pelo Conselho Nacional de Educação. O relatório aborda os múltiplos impactos da COVID-19 na sociedade portuguesa e, em particular, nas comunidades educativas. Alguns dos ensaios aí presentes assumem como matriz de análise o contexto marcado pela pandemia, seus correlatos socioambientais bem como o seu potencial transformativo.

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Projeto Europeu SharedGreenDeal: novas ferramentas das Ciências Sociais e Humanas para uma mudança transformadora

Por: Mónica Truninger

O projeto Europeu SharedGreenDeal – Social sciences & Humanities for Achieving a Responsible, Equitable and Desirable GREEN DEAL (Horizon 2020 RIA, financiado com cerca 5 milhões de euros para cinco anos), no qual alguns membros do GI SHIFT – Grupo de Investigação Ambiente, Território e Sociedade do ICS-ULisboa estão envolvidos, iniciou as suas atividades a 1 de Fevereiro de 2022. É coordenado por Chris Foulds e Rosie Robison da Universidade Anglia Ruskin, sediada em Cambridge no Reino Unido. No ICS, o projeto é liderado por Mónica Truninger, constando também da equipa Luísa Schmidt, Ana Delicado, João Mourato e Rosário Oliveira.

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Seis temas para 2022 nos seis anos do Blogue SHIFT

Por: Alexandre Silva, Carla Gomes, Joana Sá Couto e Mariana Liz

A 5 de Janeiro de 2016 foi publicado o primeiro post do Blogue ATS – agora rebaptizado Blogue SHIFT. Em Janeiro de 2019, o livro Reflexões sobre Ambiente, Território e Sociedade marcou os seus primeiros três anos. O presente post colectivo, dos actuais editores do Blogue SHIFT, está imbuído de um espírito semelhante. Por um lado, oferece uma breve reflexão sobre o último ano do blogue, marcando, igualmente, o seu sexto aniversário. Por outro, olha para o futuro, lançando um desafio aos investigadores e investigadoras que venham a partilhar os seus textos e ideias nesta plataforma, que se quer cada vez mais aberta e anti-dogmática, ajustável às incertezas do nosso tempo.

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Dilemas climáticos: o caso da exploração de petróleo, gás e lítio em Portugal

Por Madalena Duque dos Santos

Entre 2007 e 2015 o estado português celebrou uma série de contratos de concessão para a prospeção, pesquisa, desenvolvimento e exploração de hidrocarbonetos no mar e território português, ao abrigo de legislação desatualizada, cuja revisão só se verificou em 2017. Este período foi igualmente marcado por ambiciosos compromissos climáticos nacionais, europeus e internacionais, que culminaram na promessa do cumprimento da neutralidade carbónica em Portugal em 2050.

Para a controvérsia em torno da atribuição destes contratos de concessão contribuiu o modo obscuro e pouco democrático que caracterizou a tomada destas decisões, em vésperas de eleições, não tendo sido aplicada qualquer metodologia participativa ou consultiva às populações, organizações ou autarquias locais, resultando numa ausência de coordenação e comunicação entre entidades e atores.

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Local voluntary carbon markets – what they are, how they went at COP26 and what to expect next

By: Jieling Liu & Lurdes Ferreira

1. Why focus on local voluntary carbon markets?

The Paris Agreement of 2015 set forth a global target of limiting the warming in this century to 2o C or even more ambitiously to just 1.5o C, in order to contain the catastrophic impacts of anthropogenic climate change planet Earth is facing. National governments voluntarily made respective emissions reduction targets called Nationally Determined Contributions (NDCs) to implement the Paris Agreement, of which the COP26 this year has welcomed the first update cycle. Voluntary carbon markets (VCM) emerged as a potentially effective tool to support the NDCs under Article 6 of the Paris Agreement as it encourages voluntary contribution.  

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Contestar, participar, debater Lisboa – Notas à margem do processo participativo para a requalificação da Praça Martim Moniz

Por: Roberto Falanga

Nós, cidadãs e cidadãos, temos como objectivo transformar a Praça Martim Moniz num espaço verde público”. É com este incipit que o “Movimento Jardim Martim Moniz” abre o seu manifesto em resposta à controvérsia que se desenrolou nos últimos anos sobre o uso desta praça.

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Entre avanços e decepções, a COP26 define o Livro de Regras do Acordo de Paris

Por: André de Castro dos Santos

Passando por intensas e difíceis negociações, a COP26 foi encerrada com importantes definições sobre o combate às alterações climáticas pela comunidade internacional. O pacote adotado é um compromisso que reflete um delicado equilíbrio entre os interesses e as aspirações de quase 200 países sobre instrumentos centrais do regime internacional que rege os esforços globais contra a mudança do clima.

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Gestão é tudo (SQN)

Por: Daniel Roedel

No Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, é comum utilizarmos ao final de uma afirmação a expressão “só que não” (SQN). Trata-se de uma ironia que nega a certeza anterior e cria uma piada. Utilizei a expressão no título para abordar o tema da gestão que desde há alguns anos saiu dos estudos e debates da academia e das ações empresariais e entrou no cotidiano das pessoas em diversas localidades. Exemplos podem ser encontrados na entrevista do treinador de futebol em Portugal, que orgulhosamente declara que fez a gestão do banco de reservas; da terapeuta que destaca a necessidade da gestão das emoções; do atleta que enaltece a gestão do esforço. Associar a palavra gestão aos temas em questão parece indicar seriedade e profissionalismo, mesmo que não se saiba bem o que ela significa.

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Demografia, avaliação de necessidades de habitação e governança metropolitana

Por: Alda Botelho Azevedo e Sónia Alves

Em diversas áreas metropolitanas europeias, como, por exemplo, em Bruxelas ou Londres, as estratégias públicas de habitação são definidas à escala metropolitana, contando com um orçamento significativo que é o resultado de transferências diretas do estado central e de taxas e receitas cobradas ao nível municipal. Os estudos demográficos, realizados com base em dados censitários, administrativos e de inquérito são elementos cruciais na avaliação das necessidades de habitação e na definição das estratégias metropolitanas de habitação. São esses estudos que, a partir da análise das dinâmicas da natalidade, mortalidade e das migrações, e ainda das tendências nos padrões de formação familiar, permitem compreender a procura demográfica de habitação e examinar os impactos das decisões setoriais (por exemplo, no domínio da mobilidade ou do licenciamento urbanístico), e de investimento privado nas próprias necessidades de habitação, por subgrupos de população e tipologias/regimes de habitação.

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COP26, a questão agrária e a marginalização do campesinato

Por: Kaya Schwemmlein

Este post visa analisar e sistematizar duas visões distintas de “agricultura sustentável” ao comparar algumas das medidas traçadas pela COP26 com as “vozes” erguidas de agricultorxs de pequena-escala do Alentejo, Portugal (dados recolhidos pela autora em 2021). Assim, tentar-se-á contribuir para a divulgação dos interesses dos camponeses e outras pessoas rurais (de pequena escala, sem terra, pescadores de subsistência, etc.). 

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