Oh Voluntariado, para onde tens vindo a caminhar tu?

Por Fábio Rafael Augusto

A resposta a esta interrogação, que admito ser algo abstrata e com inclinações ligeiramente poéticas, emerge no âmbito do meu projeto de doutoramento em Sociologia – onde me proponho analisar iniciativas de apoio alimentar e as dinâmicas que se estabelecem no seu seio – e pode seguir duas linhas de resposta, orientadas por dois olhares que, infelizmente, nem sempre andam de mãos dadas.

Por um lado, temos um olhar para os números, onde se procura, através de uma visão alicerçada nas estatísticas e assente, em diversos casos, na preocupação de fornecer uma perspetiva longitudinal e comparativa, apontar tendências que nos permitam responder a questões como: quem pratica voluntariado? Quais as motivações? Quantos praticam? Quanto tempo disponibilizam em prol da prática? Em que tipo de ações concretas o voluntariado se expressa? Quais as organizações que promovem a prática? E quantas são?

Por outro lado, temos um olhar que se preocupa em examinar o fenómeno de uma forma intensiva, ou seja, em perceber, de forma aprofundada, as dinâmicas por detrás dos números e que podem, em última análise, ajudar a explicá-los.

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