CONCISE: O papel da comunicação nas perceções e crenças dos cidadãos europeus sobre ciência

Por Ana Delicado, Jussara Rowland, João Estevens, Roberto Falanga, Mónica Truninger

As alterações climáticas são um embuste inventado pela China. As vacinas causam autismo. Os alimentos com OGM (Organismos Geneticamente Modificados) fazem mal à saúde. A homeopatia cura o cancro, mas as empresas farmacêuticas não querem que se saiba. O Homem nunca foi à Lua. A Terra é plana.

São muitas as ideias que circulam nas redes sociais que contrariam o consenso científico prevalente. São transmitidas entre amigos, publicadas em websites, partilhadas em fóruns de discussão.  A sua disseminação aumenta o número de crentes. E, se opiniões toda a gente tem a sua, quando formam a base da tomada de decisão podem tornar-se prejudiciais para a sociedade. Pais que não vacinam os filhos não só põem em risco de vida as suas crianças como contribuem para a eclosão de epidemias. Céticos das alterações climáticas opõem-se a medidas de mitigação das emissões poluentes que poderiam impedir a catástrofe iminente. Em determinadas doenças, pacientes que substituem a medicina convencional por terapêuticas alternativas incorrem numa maior probabilidade de agravar o seu estado de saúde e até de morrer. Continuar a ler

Europe, film studies and the social sciences

By Mariana Liz

This post summarizes the main findings of my doctoral research, which is published as a book. It also discusses the current challenges for contemporary European cinema research, reflecting on the role film studies might occupy within the social sciences.

Ten years ago, I took part in the European Voluntary Service (EVS) programme in Perugia, Italy. I lived and worked with two other volunteers, one from Austria and one from Latvia, and we were constantly asked to give presentations in schools about our ‘European identity’.

The fact that we had one was a given. The fact that we would know how to define it, not so much. Still, we were prompted to design posters with images of tasty food and sunny places (at least in my case – I am from Portugal), and to talk at length about differences and similarities between our nations, about humanism and universality, and about European values.
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