Clima e secas em Cabo Verde

Por Luzia Oliveira

2017 foi particularmente quente em várias partes do globo e, por conseguinte, um ano em que as emissões de CO2 na atmosfera atingiram um novo record, tendo atingido no mês de maio 410 partes por milhão (noaa.gov).

Para além das altas temperaturas, ainda se registaram em muitos países outros fenómenos extremos como as secas, incluindo Portugal e Cabo Verde, fazendo com que os decisores políticos tenham adotado medidas específicas para enfrentar o período crítico que atravessam. Esta situação chama-nos a atenção, mais uma vez, para o facto de as alterações climáticas serem um problema sério e que exige de cada um de nós, a diferentes níveis e escalas, sermos pró-ativos no seu combate.

Portanto, no arquipélago de Cabo Verde registou-se mais um ano de seca severa, depois de a população ter recebido a informação de que 2017 seria um ano confortável em termos de chuva (rtc.cv; asemana.publ.cv). Contudo, e contrariamente às previsões, até ao momento ocorreu apenas uma única precipitação, que deu para fazer a sementeira e a primeira monda, mas que foi insuficiente para garantir o mínimo do ano agrícola (figura 1), o pasto para os animais e a água para alimentar os aquíferos. Continuar a ler

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